sexta-feira, 23 de março de 2012

Stone Desconfia da Esposa Dele

Depois do barulho feito pelos repórteres no sítio do S. Stone. Ele pergunta a mulher o que aconteceu. Gyoia deixa ele desconfiado. Treck, o burro, então...



Enquanto isso, adivinhe você o que acontecia lá no sítio do Sr. Stone:

Acontecia que os repórteres já tinham ido todos embora. Os carros passavam agora de maneira normal na avenida. A vida no sítio parecia ter voltado à regularidade. Espera aí... Parecia?

Bem, podemos dizer que jamais poderia ser tão fácil assim. Porque na cabeça do Sr. Stone algo não se encaixava direito. Isto porque, por mais que sua esposa, Dona Gyoia, explicasse, ele não conseguia entender. Ou fazia questão de não entender. Por isso, não parava de perguntar para a mulher:

- Por que você estava sem roupa?

- Eu já te disse, Valdor. Já cansei de repetir. Mas você parece decidido a não acreditar no que falo. Por quê? Aliás, isso mesmo, quero saber por quê? E você, com sua teimosia, quer saber mais o quê?

- Ora. Sua história parece que está mal contada. Só isso.

- Você queria que eu contasse de que jeito, afinal, Valdor? Do jeito que você quer queria as coisas acontecessem? Não senhor, meu digníssimo esposo. Você está muito enganado.

Enganado ou não, a dúvida de Valdor, ou do Sr. Stone melhor dizendo era saber por que o burro também estava pendurado nas cordas. Afinal como foi que ambos, o burro e a mulher foram parar naquele lugar estranho.

- Já te disse que dei bronca nele, e ele deu uma patada e me jogou no chão. Daí eu rolei com muita velocidade e fui parar lá nas cordas, como você viu.

- Sim. Mas e ele? O Treck? Por que foi parar lá nas cordas também?

- Porque ele estava louco. Já não te disse várias vezes? Chutando tudo lá para baixo. Depois disso perdeu o equilíbrio e rolou também, indo parar lá nas cordas.

“Mulher, mulher...”, pensou o Sr. Stone. Você pensa que me engana, mas não me engana não... Isto é, ele sabia que algo estava errado, mas não imaginava o que era.

Depois disso, pegou um instrumento de lâmina afiada, algo que podemos dizer que é parecido com facão dos colonos e começou a cortar as grossas cordas. Essas cordas na verdade eram uns cipós muito grossos e resistentes, que nasciam como erva daninha no sítio.

Mas daí, você pode me perguntar:

“E o tal burro falante?”

O burro falante, como o cronista escreveu no começo da história, só podia falar com os dois. Porque ninguém sabia que ele era falante. E o Sr. Stone não queria que soubessem.

No entanto, Sr. Stone o interrogou também. Mas ele, na sua incapacidade de recordar o que tinha acontecido, respondia sempre:

- Não sei o que aconteceu. Simplesmente não sei o que aconteceu. Naquele dia devo ter amanhecido com algum problema na cabeça. Perdi o controle de tudo. Foi como num sonho de muito tormento que tudo aconteceu.

“Não dá pra acreditar no que esse burro idiota fala”, reconheceu por fim o Sr. Stone. Pensando esquecer essa história maluca em algum lugar vazio de sua mente perturbada. Só que teimava em pensar no assunto.


Este texto é continuação da história começada no post O Burro Falante e Maluco dos Brandburgos.

Os Brandburgos são seres que vivem no longínquo e ainda desconhecido Planeta Guimon.

Leia a história publicada no post de ontem Hitch leva as fotos...

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